pirâmide Ágil-01

Pirâmide Ágil, um guia para agilidade

Escrito por Michel Lewin
 em 18 de março de 2021

Olá, sou Michel Lewin e trabalho como Agile Coach na DBC. Após passar 9 anos trabalhando numa empresa de Telecom na área de inovação como gerente de projetos e agilista , me coloquei um desafio no ano mais caótico da maioria de nós que foi 2020. Decidi fazer uma mudança profissional, pois queria conhecer outras indústrias além de Telecom, além de aumentar meu networking e experiências. Qual a melhor forma de conseguir isso de forma acelerada? Trabalhando numa consultoria!

E não é que mesmo num ano tão difícil consegui uma oportunidade muito legal na DBC?! O que me chamou a atenção especialmente foi a DBC ter uma torre específica que lida com agilidade que é o DBC Ágil. O DBC Ágil, além de ter foco no ágil (como o próprio nome já diz), também foca na inovação que se torna uma combinação poderosa! Aceitei o desafio e aqui estou escrevendo sobre um tema que envolve a agilidade e inovação, a Pirâmide Ágil.

Como nasceu a Pirâmide Ágil?

Um antigo colega de trabalho que se tornou um grande amigo me procurou há um tempo atrás querendo entender melhor sobre agilidade e como poderia iniciar seu time nessa jornada, tendo em vista que todos os seus processos se baseavam no modelo tradicional cascata onde toda a especificação do se deseja executar deve estar concluída para que se inicie a etapa de desenvolvimento e testes.

A principal queixa era que o TTM (Time To Market) estava muito longo e muitas oportunidades estavam sendo perdidas devido a isso. Além disso muitas das coisas que eram desenvolvidas não eram utilizadas ou não estavam da forma correta, pois o que foi feito não estava baseado em feedbacks dos próprios clientes / usuários. Enfim, são os problemas clássicos que enfrentamos quando utilizamos o método cascata.

Meu amigo já sabia que a agilidade poderia resolver muitos desses problemas e me fez uma pergunta direta: por onde devo começar?

Essa pergunta me fez pensar em como eu poderia ajudar nessa situação, onde uma pessoa que possuía poucos conhecimentos práticos de agilidade gostaria saber por onde começar.

Num processo normal onde se queira fazer a transformação, o ponto de partida é a observação sobre os processos e mapeamento da cadeia, desde o desejo até a materialização desta ideia na implantação de uma demanda propriamente dita.

Neste caso meu amigo sendo diretor de TI já tinha a visão atual do seu processo, então como conseguir ajuda-lo?

A princípio não me lembrava de uma ferramenta que deixasse claro por onde começar um processo de transformação ágil, então fiz algumas buscas e procurei colegas. Não encontrei nada no formato que eu queria e fui impulsionado a criar uma nova ferramenta que demonstrasse isso. A partir daí nasceu a pirâmide ágil, onde é possível analisar desde as necessidades mais básicas até as mais avançadas de times / organizações ágeis.

A pirâmide ágil é baseada na pirâmide de Maslow que foi criada por Abraham Maslow no qual  define e organiza em categorias as necessidades humanas de acordo com suas prioridades. Na pirâmide de Maslow essas categorias são, de modo exemplificado:

Básicas / Fisiológicas – Alimentação e sono;

Segurança – Possuir um lar;

Sociais – Ter amigos ou se sentir parte de um grupo;

Auto-Estima – Ter reconhecimento e amor próprio;

Auto-Realização – Conseguir atingir os objetivos e uso do potencial próprio.

As mesmas categorias foram utilizadas na pirâmide ágil, onde na base da pirâmide se encontram as características primordiais de times ágeis. Quanto mais um item fica acima na pirâmide mais elevado e maduro é um time, sendo a única característica que abrange a pirâmide inteiramente é o foco no cliente, pois todas as ações devem convergir para ele.

A pirâmide ágil é um guia simples que serve para analisar em que nível de maturidade determinado time se encontra e por onde começar a caminhada rumo a agilidade.

Como utilizar a pirâmide?

Após desenhar a pirâmide e pedir ajuda colaborativamente aos meus colegas agilistas da DBC Ágil, apresentei a pirâmide ao meu amigo diretor que gostou muito da forma de visualização e queria começar a utilizar imediatamente.

Para ele era óbvio que deveria iniciar pelos itens mais baixos da pirâmide, mas onde empregar mais energia? Em quais características?

Primeiramente pedi que definisse os itens que queria trabalhar na sua equipe, isso é, nas características que precisam ser evoluídas.

Por exemplo, suponha que olhando para a categoria mais baixa da pirâmide (básico) sua equipe não tenha um backlog de produto bem administrado e que o trabalho não seja sustentável. Essas duas características levam a um time cansado e que entrega pouco valor.

Por mais que esteja motivado a trabalhar em ambas características, foque apenas em uma por vez. Avalie qual das características pode gerar mais valor e que tem potencial para trazer um retorno mais rápido. Isso trará engajamento do time e aumentará a confiança de que existe um movimento para melhoria contínua. Aliás, a melhoria contínua como indicado na pirâmide ágil, afeta as relações sociais positivamente.

Uma vez escolhida a característica em que se deseja trabalhar, é hora de chamar o time e fazer uma acordo entre todos e definir colaborativamente como se chegar até o objetivo.

Faça feedback periódico sobre o andamento do objetivo acordado e apenas quando o item estiver maduro o suficiente, e já fizer parte da rotina do time, puxe um novo item a ser trabalhado.

Então lembre-se dos simples passos para se utilizar a pirâmide ágil:

  1. Observe seu time;
  2. Olhe a pirâmide da base para o topo e selecione as características que seu time ainda não possui;
  3. Selecione um único item a se trabalhar (baseado no valor x esforço);
  4. Chame o time e combine a melhor forma de implementar esse objetivo;
  5. Rediscuta esse item periodicamente para validar a evolução;
  6. Uma vez que o item estiver maduro, é hora de trabalhar o próximo.

Após passar essas instruções para meu amigo, ele ficou empolgado e animado para começar, mas ao mesmo tempo comentou que o caminho seria longo e poderia demorar muito tempo para se concretizar uma transformação.

Sim, um processo de transformação leva tempo, mas o mais importante não é a velocidade da mudança, mas caminhar na direção correta. Mudanças rápidas em sua maioria não são efetivas, por isso ir um passo firme por vez traz um ganho muito maior.

A pirâmide ágil apesar de simples é poderosa, pois ajuda a visualizar qual o próximo passo dar a caminho de ter um time mais ágil.

Qual item você irá começar a trabalhar hoje? Abraço!

Quer fazer parte do nosso time? #VemPraDBC

Confira nossas vagas em: https://dbc.compleo.com.br/

por Michel Lewin Agile Coach
Menu - DBC Company

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter

Deixe um comentário!

E participe da conversa.

Veja Também

Pirâmide Ágil, um guia para agilidade
Olá, sou Michel Lewin e trabalho como Agile Coach na DBC. Após passar 9 anos trabalhando numa empresa de Telecom na área...
Utilizando ferramentas de Design Thinking para construções colaborativas
Em dezembro do ano passado, o Product Owner de um dos times que estou atuando nos trouxe uma necessidade: desenvolver uma nova...